QUANDO RESPEITAMOS O MAL?
"Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança e que não respeita os soberbos nem os que se desviam para a mentira", Sal.40:4 

Quando alguém se desvia da verdade, só pode entrar na mentira, pois não existe nada mais que mentira e verdade na face de toda a terra. As pessoas nunca serão inactivas, por muito que queiram. Por essa razão é impossível entrar em algo que seja penumbra entre mentira e verdade, meia mentira meia verdade - tal coisa não existe. Por efeito da própria verdade em si, sendo ela uma pessoa, Cristo, assim que cheira a mentira esta deixa de comungar com quem se desvia, pois Cristo nunca se polui; se Cristo não se desviar de tal ser estranho à sua própria criação, logo teria de se vir associar e apoiar os pecados de quem não quer nada com o próprio bem; daí que se afaste de quem começa a olhar para a verdura dos vales de Sodoma e Gomorra, a terra do pecado.

A mentira não é a mentira dos outros, mas sim nos outros ou em nós mesmos - cada um mente por si e é verdadeiro por si também. Ninguém pode ser algo por outro. Logo, sentimos que mentimos quando nos enganamos. E só se engana quem é enganoso. Mas quando os outros mentem e sentem seus males, nós vemos que estão errados e iludidos apenas, estando a realidade fora da esfera de seus sentimentos. Nessa esfera de sentimentos contraditórios e iludidos, ninguém senão o próprio sente que está pesado e lento de consciência. Os de fora acham atraente quem vive do mal que tem - por essa razão apreciam aquela visão dos pecados dos outros, vendo filmes dos quais nunca participam mas apoiam sentimentalmente. Logo, porque não sentem os pesos de consciência e as cargas dos outros, sentem um carinho e um respeito especial e enganador por quem parece simpático na destruição de sua própria vida e consciência. Aprovam o que se passa nos outros para que desviem sua atenção para fora dos seus próprios pesos, amando aquilo que está errado por conveniência, isto é, à distância para não vir pesar ainda mais em seu íntimo. Distinguimos isso como amor, achamos que é amor respeitar que alguém se destrua pelo seu pecado, ora apoiando, ora desejando a vida de pecado que outros têm, como se nunca lhes fosse tão pesada como o seria em nós. Quando desejamos, apoiamos inconscientemente. Logo, também mostramos que desejamos o pecado e seus muitos prazeres e deleites, mas sem suas consequências de morte e de morte eterna até. Com isto achamos que estamos amando os outros quando estamos é a amar carne que está em nós ou mesmo neles. Então, respeitando e "amando" quem quer que se desvie para a mentira - pois saindo da verdade e de ser verdadeiro não terá outra alternativa e terá de deixar de ser verdadeiro porque seu intimo nunca aprova o mal que faz a não ser por engano e persuasão, convencendo-se a si mesmo que algo é aquilo que não é ou vice-versa - compartilhamos involuntariamente dos seus erros, pois a pessoa enganada sente-se sempre reconfortada com aquele apoio que a fará sentir que não deve abandonar sua vida de erro pelo "ombro amigo" que se aproxima dele ou dela.

Deus também apoia, mas em sentido inverso, daí que Seu Espírito Santo também saia conhecido como "aquele Consolador", pois apoia sempre que sente a verdade em nós! Logo, o pecador culpa sempre Deus do desconforto que sua própria vida lhe traz. Aqui vemos três pecados já: culpamos Deus, amamos a vida do pecado e não amamos o nosso próximo porque o estamos a incentivar na sua vida de erro pela nossa, porque amamos o seu pecado em seus consequentes pesos - isto para além de outros, entre outros, que terão sempre morte espiritual como consequência nunca nos deixando ver Deus como Ele é porque amamos o mal, amamos a mentira porque amamos o pecado, detestando por consequência a verdade porque esta nunca nos deixa sentir bem no mal que desejamos. Será a partir deste ponto fácil começarmos a envergonharmo-nos das palavras e do Espírito de Cristo, pois buscamos nos outros aquela aprovação que só eles nos podem dar precisamente porque amamos todo o género de pecado sem querermos ser participantes activos e directos das suas muitas consequências nefastas e aterradoras. Logo, a pessoa nunca mais sente vergonha de mentir, mas sente por ser verdadeiro; não sente vergonha de andar e conviver com a mulher que é do vizinho, mas sente vergonha se nunca andar com ela. Esta geração pervertida e perversa alterou todos os valores de conduta para que nos envergonhemos de Cristo e de Suas palavras. Logo, Cristo disse: "Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também dele se envergonhará o Filho do homem quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos", Marcos 8:38

"Então disse Deus: O fim de toda carne é chegado perante mim; porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os destruirei juntamente com a terra", Gen.6:13. Por estas palavras deduzimos que ninguém terá como impedir que esta geração adúltera que adultéra conceitos e meios de vida e subsistência continuamente, seja sumariamente destituída e destruída para sempre. Logo, devemos ver de que lado estamos, se defendemos o mal dos outros porque amamos todo o pecado possível na terra, nas discotecas e não só, ou se nos modificamos pelo poder de Deus, para que nunca mais nos envergonhemos com aqueles que são inimigos de Deus. Cristo disse que, caso amemos a verdade  "os inimigos do homem serão os da sua própria casa. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim. Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á", Mat.10:36-39. Logo temos de saber escolher: ou temos Deus por inimigo sendo amigo de quem "supostamente" amamos, conjuntamente com o diabo e todos os seus demónios, ou temos Deus por amigo constituindo-nos inimigos por preceito de todos aqueles que ainda se envergonham de toda a verdade, mas sem qualquer excepção. Há então que ver se escolhemos bem, pois mesmo que demónios e anjos, poderes e seres que respiram o ar que nunca é deles, estejam todos contra nós, seria muito pior termos o Criador de todos eles contra nossa subsistência. Quem nos defenderá se Deus estiver contra nós? Quem nos acusará com consequências vitais se Deus estiver a nosso favor? Lemos: "Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus", Tiago 4:4.

É apenas uma questão de opção: de quem quer ser inimigo? De alguém que há-de ser amigo ou inimigo para sempre? Porque seus amigos não se irão virar para Deus e consequentemente Deus também nunca se irá associar ao mal deles. De quem quer ser amigo então? Não se pode agradar a Bárbaros e a Troianos, a Deus e Mamon. Faça a sua escolha - já, porque este mundo vai acabar e não serão os seus amigos que irão governar o mundo futuro.

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José Mateus
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