O GRANDE ERRO
"Respondeu-lhes Jesus: Porventura não errais vós em razão de não compreenderdes as Escrituras nem o poder de Deus?", Mar 12:24

Existem erros que até passam despercebidos: existem outros que não. Outros que nunca. Existe aquele erro pelo qual perdemos dinheiro - nada de mais; perdemos um emprego; uma oportunidade de viajar; tantas coisas mais em tantas outras ocasiões. Mas mesmo perdendo a nossa (o) parceira (o), perdendo até a noiva que poderia ser a vontade de Deus para nossa vida se aconchegar a alguém de carne também, o pai, a mãe, tudo por um erro médico, um erro de cálculo de tempo em não se ter ouvido um queixume que se pensava vulgar mas afinal era sinal de se levar alguém para o hospital rapidamente - muitos já, por certo, encontraram e assistiram de perto a própria morte assim. Existem então erros que se pagam caro mesmo em termos humanos.

É nestes erros crassos que as pessoas encontram como se refugiar em simples palavras com "era o destino", ou mesmo "o nosso dia está marcado, era a vontade de Deus! "É assim que nos confortamos mutua e pessoalmente, para termos sempre como nos sentirmos confortados, apoiados, iludidos, ignorando onde erramos sempre e muitas vezes irreversivelmente. Há cura para o erro, há culpa perdoada, mas nunca desculpa e encobrimento, pois a culpa morre quando descoberta e exposta ao ar livre. Porém, nenhum destes erros, nem aquele de perder a vida porque não nos desviamos dum acidente por não havermos seguido a tempo um impulso em forma de aviso em nós, se pode equiparar a um destes dois que o Senhor Jesus aqui menciona. Nada mais grave que errar porque não conhecemos as Escrituras e, se conhecemos, errar porque não conhecemos o poder de Deus pessoalmente porque nos apegamos a uma forma de vida própria que achamos que é o tal poder.

A carne quando se transfigura em espírito fala demais, impõe demais, abençoa demais até. Ainda somos daqueles que achamos que Deus é um daqueles bonecos de palha que serve apenas para enfeitar os nossos momentos de melancolia e tristeza - nada mais grave! Quanto tempo usa para se alimentar e esperar em Deus, criatura divinal? Esperar de expectativa real e não de esperar de tempo, de minutos? Espera de Deus aquilo que espera, ou sai a apregoar que Deus é bom, como o é de facto, mas sem nunca haver tido uma manifestação interior real de tal verdade crucial para ser vivente de facto? Não sabes, não vês o homem que morres vivendo? Quando irás abrir os olhos? Já? Ainda bem, porque assim não necessito dizer-te umas coisas que me estão atravessadas no peito. É que, se não conheces as Escrituras à parte da tua doutrina, erras fatalmente. Por essa razão lemos que o Senhor se queixa e lamenta dizendo: "Escrevi para vós as belas de coisas da minha lei; mas isso é para vós como coisa estranha. O meu povo (e não o mundo) está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos; porque eles transgrediram o meu pacto e se rebelaram contra a minha lei" Hos.8:12,4:6. Você transgride aquilo para que foi criado, por isso não tem como viver de outra forma mais! Ora escondido, ora em publico, ora na estrada se for preciso, emociona-se e chora de facto, mas sem que o céu se mova mais do que a sua incoerência maléfica permite. Há sempre Apólos no mundo, os quais precisam que se lhes mostre melhor o caminho. Mas a teimosia, o medo de estar errado, de perder a nossa "coerência" doutrinária, a "nossa fé", tudo isso contribui e atesta de facto para que não conheçamos Deus como Ele é, mas apenas como queríamos que fosse por causa de nossa doutrina, de nosso medo e incompatibilidades pessoais com Deus, com o Próprio.

O maior dos erros será então nada saber das Escrituras e julgá-la por aquilo que delas achamos através da nossa ignorância decidida e descabida. Mas o erro dos erros será saber e não entender porque não conhecemos nem Deus nem o Seu Poder consequentemente real. Que é feito de si, homem, mulher, em que ilusão faz divagar toda a sua mente? Você esforça-se para respirar? Alguém lhe leva a mal porque respira? Se é o esforço que mantém seus pulmões activos, não será porque algo de errado se passa consigo e que teme que parando de se esforçar morre sem oxigénio? "A suprema sabedoria altissonantemente clama nas ruas; nas praças levanta a sua voz. Do alto dos muros clama; às entradas das portas e na cidade profere as suas palavras: Até quando, ó estúpidos, amareis a estupidez? E até quando se deleitarão no escárnio os escarnecedores, e odiarão os insensatos o conhecimento? Convertei-vos pela minha repreensão; eis que derramarei sobre vós o meu espírito e vos farei saber as minhas palavras", Prov.1:20-23.

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José Mateus
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