ANDANDO NA LUZ
"Vinde, ó casa de Jacó e andemos na luz do Senhor", Is.2:5

As pessoas temem ser mal vistas. Então dizem asneiras, fazem asneiras para que tenham e obtenham toda a aprovação dos maus e de quem pensa de maneira torpe. Mesmo dentro de quem é educado se vê este fenómeno de persistir no erro de errar seja por palavra, seja por bajulação. Entretêm aquela ideia que será fazendo o mal que se prospera e que a única prosperidade é a aceitação dum vil ímpio que despreza Deus e o Seu bom senso. É assim que se despreza Deus, pois nunca ninguém O vê por perto estando mais próximo do próprio que o próprio.

O que será andar na Luz então? Nada de mais que estar à vontade na exposição pessoal daquilo que é a pessoa, isto é, se for ímpio que manifeste o que é, se for justo com mais à-vontade o revele também. Toda a nossa vida fala por nós; mas, muitas vezes as pessoas fazem que aceitam as nossas palavras apenas porque querem ser aceites também. Por essa razão concordam connosco, discordam de nós convenientemente, pausam calculistamente e assim por diante. Eles não respeitam aquilo que dizemos: apenas querem e desejam que se pense que respeitam, para que eles próprios sejam achados dignos de toda a aceitação e atenção pelo objecto da sua cobiça, nós ou outros mesmo. Mas acima de tudo, assim que estivermos longe, assim que estiverem ausentes de nossa presença, logo difamam todo o nosso comportamento, para que busquem e possam achar a tal aceitação perante outros trânsiundos que falam mal de nós, justificando seus próprios actos a seus olhos medindo os dos outros apenas. Mas é o próprio que tem de se expor à luz e caso ele seja o único a ignorar seus feitos, logo perderá a oportunidade de ser perdoado, pois apenas ao próprio compete ser diligente no reconhecimento de tudo aquilo que sabe e entende de si mesmo.

Então se dá um estranho fenómeno: quando se fala palavrão, sentimo-nos à-vontade e quando se fala bem, sentimo-nos educados e polidos, para que achemos aceitação. Assim, não se é natural quando temos algo de bom, mas toda a naturalidade impera sempre que nos expressamos através de palavras grossas e de comum uso de boca torpe e suja. Falar um palavrão à-vontade ou dizer uma coisa acertada com mau sentir, como se de algo do outro mundo se tratasse, é e será sempre um mesmo pecado, de castigo e reprovação idênticas. A pessoa quando se sente fora do contexto quando aprova o bem, quando fala educadamente, quando é carinhosa, mostra apenas que é mentirosa em tudo aquilo que faz, que é hipócrita no fundo e que pensa que o mau é a melhor e única forma de se estar à-vontade na vida. Então,

QUANDO É QUE NEGAMOS DEUS?
"Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também dele se envergonhará o Filho do homem”", Mar 8:38

Quando Deus vem habitar em nós de facto, quando todo o bem, toda a boa educação, todo o amor real, se manifestam em nós por nós, será então e aí que devemos viver com aquilo que somos da mesma forma que se viveria no luxo se fossemos ricos, no pecado se fossemos pervertidos e descarados. Se um mau é descarado na verdade dos factos, porque serei eu envergonhado naquilo que sou e que salva seja quem for de qualquer coisa? Se nos envergonhamos daquele trabalho o qual Deus já fez em nós, Deus se envergonhará de nós também, já e depois. Nós, os que somos santos e não aqueles que pensam que o são, que somos puros e transformados de facto, andemos na luz como Ele é luz. Assim, Mat.5, (14) " Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; (15) nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador e assim ilumina a todos que estão na casa. (16) Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus". Não basta sermos bem-educados, mas sim estarmos à-vontade com a boa educação; não basta amarmos, dizermos que amamos sem o efectuarmos no à-vontade da aprovação de Deus. Se temos vergonha quando somos puros, que tipo de coração temos afinal? Qual a diferença entre isso e estar à-vontade quando alguém fala mal à nossa frente? Porque será quem fala mal que não se deva sentir como peixe fora d’água perto de mim? Porque devo eu sentir-me mal se estou bem diante de quem está mal de facto, de quem se sente mal por dentro realmente? Isa 59:16-21: "E viu que ninguém havia e maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; pelo que o seu próprio braço lhe trouxe a salvação e a sua própria justiça o susteve;  (17) vestiu-se de justiça, como de uma couraça e pôs na cabeça o capacete da salvação; e por vestiduras pôs sobre si vestes de vingança e cobriu-se de zelo, como de um manto.  (18) Conforme forem as obras deles, assim será a sua retribuição, furor aos seus adversários, e recompensa aos seus inimigos; às ilhas dará ele a sua recompensa. (19) Então temerão o nome do Senhor desde o poente, e a sua glória desde o nascente do sol; porque ele virá tal uma corrente impetuosa, que o assopro do Senhor impele. (20) E virá um Redentor a Sião e aos que em Jacó se desviarem da transgressão, diz o Senhor. (21) Quanto a mim, este é o meu pacto com eles, diz o Senhor: o meu Espírito, que está sobre ti, e as minhas palavras, que pus na tua boca, não se desviarão da tua boca, nem da boca dos teus filhos, nem da boca dos filhos dos teus filhos, diz o Senhor, desde agora e para todo o sempre".

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José Mateus
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