TEMOS DE TER CUIDADO
"Mas a terra a que estais passando para a possuirdes é terra de montes e de vales; da chuva do céu bebe as águas;e a ira do Senhor se acenda contra vós, e feche ele o céu e não caia chuva, e a terra não dê o seu fruto, e cedo pereçais da boa terra que o Senhor vos dá", Deut 11:11,17

Há que saber de onde vem toda a nossa força. Nós lemos aqui um sério aviso aos Israelitas para que nunca se iludissem duma certa e séria questão: “Pois a terra na qual estais entrando para a possuirdes não é como a terra do Egipto, de onde saístes, em que semeáveis a vossa semente e a regáveis com o vosso pé, como a uma horta”, Deut 11:10. No Egipto havia água em abundância, comida aos molhos. Logo decidimos seguir ao Senhor, abandonar o Egipto. O Egipto não nos segue mais, não cabe nas nossas costas, não se solta da terra. Mas aqui, se é que estamos na Terra Prometida já, a água é racionada porque vivemos num certo deserto inóspito e carecido de verdura e de água naturalmente purificada. A nossa única fonte aqui, são as nuvens do Céu. Esta é a nossa terra prometida, pois até no Egipto as pessoas já morreram de fome enquanto que Elias sobreviveu num deserto sem água durante três anos de seca e falta. Não depende do local onde vivemos, mas sim com Quem nos relacionamos. Será sempre uma questão de quem é nosso amigo. Então será assim: como nossas águas vêm da chuva de cima, como há quem controla e dá tais chuvas nos momentos certos, não devemos estar a olhar e fitar as nuvens no alto, mas sim Deus quando olhamos para cima. Olhar para cima pode vir a ser uma tentação terrível para quem espera água das nuvens. Podemos estar a olhar para as águas de Deus quando erguemos nosso olhar, em vez de vermos e decifrarmos o Deus das muitas águas, aquele que já inundou a terra com a Sua plenitude - e ainda sobrou água em abundância depois de afogar toda a terra! É deste Deus que dependemos, é d’Ele que usufruímos. Se não for, lembremos que já não estamos mais no Egipto, onde se cava a terra e sai água, onde se regala os olhos diante do rio Nilo. Aqui tudo vem do Céu e se tratamos mal o dono do Céu que espera que as nuvens do céu façam connosco? Aqui não bebemos do mesmo jeito que bebíamos nas terras do pecado; aqui não usufruímos de pecado para nos alimentar mais - apenas de Deus, da sua santidade. Se amamos o pecado iremos ter saudades do Egipto, desejaremos voltar para lá quando nossos filhos estiverem em falta para com Deus e em vez de os exortar ao arrependimento, vamos deixá-los morrer com água na sua boca seca, pois entre o Egipto e nós na Terra prometida existe um deserto no qual não temos qualquer referencia de orientação mais. Até chegarmos ao Egipto, faltar-nos-á fatalmente sempre, tendo um deserto para atravessar onde milhões já morreram sob a ira de Deus. Falta-te água, crente? Que busques Quem a tem, e nunca aquilo que Ele tem. Busca a abelha e não o mel, pois assim o mel não se acaba, ama a abelha que pica e não o mel que é doce. Aprende a lidar com a Abelha de todo o mel. Busca a cana de pesca, o isco (que é a santidade pura) e nunca apenas o peixe que acaba. Nada aqui funciona como no Egipto onde as coisas que buscamos parecem nunca acabar. Em tempos de abundância não devemos esquecer nosso Criador aqui neste deserto que já não pode ser mais deserto com nós nele - por isso nos odeia; e em tempos de faltas por suprir, nunca deveremos maltratar o dono dos céus do qual recebemos tanto a chuva serôdia como a temporã. Nada nos faltará, pois se apenas o Senhor é nosso único Pastor!

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José Mateus
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