QUANDO OFERECES A DEUS UM COPO DE ÁGUA, ÉS DO MESMO ESPÍRITO QUE ELE
"E aquele que der até mesmo um copo de água fresca a um destes pequeninos, na qualidade de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa ", Mat.10:42 

Porque razão as pessoas nunca perderão seu galarão caso forneçam um simples copo de água a um Filho de Deus sedento? Tem segredo nestas palavras. Vamos descobri-lo.

Os maus sentem-se sempre bem quando estão juntos, tal como os leões assassinos amam os iguais a si. Se alguém se sente bem perto dum Filho de Deus não fingido e nem consciente da presença de homens, logo é porque é igual a ele.

Existe uma certa conivência entre iguais, um certo bem-estar porque as pessoas são dum mesmo espírito, mesmo quando fazem coisas diferentes e diferenciadas. Tudo o que conta, será apenas o tipo de espírito do qual usufruem. Os terroristas agrupam-se e amam-se, defendem seus módulos e princípios de vida porque se acham sendo iguais. Amam-se mesmo sabendo nós que seu coração é um antro de inimizade activa. Os demónios sentem-se bem entre eles e se não aparecer nenhum anjo pelo meio, irão achar que são bons e cheios de amor uns para com os outros e que não são inimizade. Se matarem o anjo quando este aparecer por ali, vão todos achar em uníssono que fizeram uma coisa boa naturalmente. Tendo os mesmos motivos, vivendo da mesma amargura, usando os mesmo métodos e usufruindo das mesmas aspirações, nunca deixarão de se unir em torno de objectivos e vivências comuns porque se amam a eles próprios acima de qualquer coisa. Até um crente pode ir à igreja porque se ama a ele próprio e não porque ama a Deus.

O amor e a inimizade são estados de espírito real e se o amor entrar em cena, a inimizade entra também. Se o verdadeiro amor, real e líquido em forma de vida real, nunca entrar em cena, a inimizade achará que é amor, pois não tem razão para odiar. Quando uma pessoa tem um certo inimigo e não se acha pensando nele, é obvio que é capaz de "amar&" e sorrir em felicidade pelo dia fora. Mas, amando os seus, seu espírito estando alegre e sorridente, significa tal coisa que esta pessoa seja amor de verdade? Só vai saber quando seu inimigo entrar em cena ou em seus pensamentos! Seu ódio só se manifesta assim que seu inimigo for tema nos seus pensamentos. Por essa razão é que o Senhor Jesus diz que os publicanos amam os publicanos. Do mesmo modo, quando um discípulo for tema dos pensamentos de alguém por perto se saberá quem serão aqueles que Jesus não lançará fora. Uma pessoa convertida, vive com alguém que se converteu.

O amor que Jesus requer de nós - em nós - é aquele que é e não aquele que nos obrigamos a ser somente. Se o meu inimigo for mais forte que eu e ele entrar em minha cidade, posso oferecer-lhe um copo de água porque não quero morrer e nunca porque mudei de ideias em relação a ele, nem porque mudei de doutrina ou de vida. O ódio, a inimizade, transfigura-se em amor se for preciso. Não será esta conivência que fará com que Deus premeie uma dádiva oportuna como um copo de água. Se fosse, o diabo para escapar ao inferno - e ele faria qualquer coisa para o fazer - poderia começar a fornecer copos de água fresca aos crentes e sobreviver porque Deus prometeu isso mesmo!

Assim sendo, caso o evangelista, discípulo ou apóstolo que entre uma certa cidade seja tudo aquilo que Cristo é por dentro e não apenas de palavra, necessitará falar muito pouco, pois seu perfume será cheirado mais longe que aquele que Maria derramou sobre Jesus! Logo, essa manifestação de amor, provocará certas reacções em certas pessoas ali presentes que determinarão de que espírito são ou irão ainda ser.

Quando Maria entrou naquela sala, sendo prostituta, sabemos que havia por ali muitos fariseus. Mesmo assim, sua entrada nunca lhe foi barrada, se levarmos em conta quem ela era e em casa de quem entrou. Mas assim que ela derramou aquele perfume sobre Jesus, surgiram logo reacções de tudo quanto era canto - apenas Jesus se manifestou a favor dela. Aquele perfume prendia Maria, quem sabe mais que os sete demónios que saíram dela! Era algo caro, comprado e desejado pelo prémio da prostituição e ela resolveu quebrar com aquilo naquele dia, escolhendo Jesus como a pessoa sobre quem sacrificar uma coisa que era um amor escondido e guardado durante muito tempo. Ao fazer aquilo, o coração das pessoas foi avivado por sentimentos escondidos e do real estado de coração em que se achavam. Maria avivou quem eram por dentro e o demónio ou o anjo que havia neles se manifestou logo ali.

Do mesmo modo, assim que alguém entra numa cidade, num lar, numa igreja e está ali apenas para agradar a Deus e ainda assim receber deles um copo de água fresca, é porque é igual a eles e não sabia. Quando alguém dá água a um discípulo de Deus EM NOME DE DISCIPULO, receberá galardão de discípulo porque é discípulo também e não porque deu água - antes, isso sim, porque pode dar água sendo igual aos discípulos reais, em espírito e em verdade. Quem der em nome de profeta receberá um galardão de profeta porque está em sintonia com um profeta e é igual a ele, caso o profeta os seja mesmo de forma aberta, pois quem o aceita e entende e aceita tal pessoa como ela é, será porque lhe é igual. Quem aceita crente, é crente e será por essa razão que receberá seu galardão e não apenas porque deu água e foi "bom&" por haver dado.

Agora, é preciso que uma pessoa seja como ela é, não sendo fingida, pois onde o amor é real e não premeditado, não agrada a pessoas, mas antes é. Logo, haverá certas reacções sobre tal ocorrência. O que as pessoas fizerem, determinará seu galardão porque apenas manifesta o que são verdadeiramente. Deus não será comprado com um copo de água a um filho Seu, pois tem muita para dar Ele próprio - Deus não se deixa corromper, mesmo que lhe faltasse. Logo haverá outra razão escondida por trás de tal acto.

Se um discípulo viver certo, não for fingido, a essência do ser de todos aqueles que o rodeiam logo se manifestará, (embora até nisso nos possamos enganar, pois a de Judas nunca se manifestou até ao fim!) Logo, é de primordial importância as pessoas viverem tal qual são e ensinar a viver assim também. Quando um pecador se depara perante vida, vai ser confrontado por ela e quem sabe se envergonhará da reacção que tiver e vier a sair dele, pois seu verdadeiro ser se manifestou pela presença de santidade não fingida e não agressiva. São os agressivos os que acham que não são agressivos, os quais pretendem ser como os meigos e serão eles que agradam pessoas para as terem como convencer que assim são. Os viventes vivem e os que são mortos por dentro fingirão que vivem. Virão tempos, então, dos quais o Senhor diz assim: "Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que o não serve&", Mal.3:18. Ali se determinará qual o galardão que receberão por causa da reacção que tiveram espontaneamente e nunca por aquela que tiveram fingidamente (e apenas nessas circunstancias e nunca noutras!) Discípulos, vivam como Deus para que os anjos e os demónios se manifestem em vosso meio, os lobos e as ovelhas. Ovelha não clama quando é morta - o lobo nunca vai querer morrer mesmo que morra!

É de primordial importância, pois, que a vida de todo discípulo seja real e não apenas de palavra e que não esteja escondida, como uma cidade em cima dum monte com as luzes apagadas. Logo ali se manifestará quem pertence a Deus e quem não, quem são as ovelhas e quem são as raposas peludas de pelo encaracolado. Pelo copo de água ou de fel que recebermos, veremos quem são os que nos assistem, ou se água for fresca ou quente. Até a temperatura da água determinará se amam muito ou pouco!

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José Mateus
zemateus@msn.com