DEIXANDO TUDO POR AMOR A CRISTO
"Tendo acabado Jesus de dar instruções aos seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles", Mat.11:1

No capítulo anterior vemos Jesus enviando setenta discípulos para onde Ele achou que eles fariam a diferença. Deu-lhes certas instruções e cuidados de não pedirem dinheiro a alguém, de não temerem a homem ou demónio em seus caminhos (porque iriam encontrá-los para se oporem a eles, com certeza) e para não terem amor pelos que ficaram para trás que não aceitaram o evangelho e nem mesmo por sua própria vida. São mandamentos sérios se os levarmos a sério e à letra. Jesus, juntou a isso as palavras seguintes: "E quem não toma a sua cruz e não segue após mim, não é digno de mim", Mat.10:38. Em Lucas lemos "Quem ama… mais que a Mim, não pode ser meu discípulo…". Palavras fortes, se as levarmos tão a sério quanto Jesus as expressou. Os crentes hoje desejam que Jesus se negue a Ele para os satisfazer e abençoar, porque eles acham que precisam salvar suas próprias vidas. "Se alguém vier a mim e não aborrecer a pai e mãe, a mulher e filhos, a irmãos e irmãs e ainda também à própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não leva a sua cruz e não me segue, não pode ser meu discípulo", Luc.14:26-27.

Tal pessoa que se apega a esta vida não pode ser Seu discípulo por várias razões. Uma delas é que o discípulado que faz a diferença é uma obra a tempo inteiro, que nos faz desgastar a tempo inteiro por causas a tempo inteiro, enquanto Jesus cuida das nossas sem nossa preocupação e sem nosso consentimento. Na vida com Cristo não temos tempo para estar divididos em termos práticos quando andamos em frente. Se quisermos salvar alguém, nem que seja um filho próprio, devemos estar integralmente atentos aos desvios das mentes de tais pessoas para acharmos os normais antídotos a seu devido tempo (que não sejam aplicados nem antes e nem depois do tempo). Temos de ter a disponibilidade de podermos estar conscientes duma série de coisas às quais não prestaremos as devidas atenções caso estejamos divididos com algo ainda. Temos de estar atentos aos tempos de aplicação de tudo aquilo que Jesus nos dará a fazer, para não ser feito nem antes nem depois do seu tempo determinado; temos de amar incondicionalmente, mesmo que tais pessoas nos sejam pessoas estranhas porque é assim que Cristo as ama e é de Seu amor que somos representantes aqui nesta terra louca.

Mas, a quem é capaz de fazer a obra de Cristo tal qual Cristo a faria é sempre dito que não ama os seus por os abandonar ou negar para seguir outra vida. Eu creio que não existe maior acto de amor em relação às pessoas e coisas as quais abandonamos por amor a Cristo e por amor à Sua causa também. As pessoas que deixamos para trás terão a oportunidade única de se salvarem e de serem plenamente abençoadas por Cristo em pessoa a partir dali e sem nossa intervenção directa. Nós lemos que, assim que os discípulos abandonaram tudo e se foram para cidades de desconhecidos, cidades de inimigos deles e de Deus, para os converterem, Cristo (sem eles saberem) se virou e foi pessoalmente pregar e abençoar com Sua própria presença aqueles que aparentemente foram abandonados e deixados para trás. O quanto eu daria para ser o próprio Senhor Jesus a confrontar, ensinar, admoestar e a pregar aos meus familiares e queridos que me eram chegados desde que nasci! Então, sendo assim, não será sacrifício nenhum abandonar tudo e todos por amor a Cristo. Por essa razão lemos que, "Tendo acabado Jesus de dar instruções aos seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles", Mat.11:1.

Será que temos em nós a verdadeira noção do que estamos fazendo se nosso discípulado for mesmo celestial e verdadeiro, se saímos para abençoar e dar e não para sermos abençoados e pedirmos ou recebermos? Se damos em vez de recebermos dízimos e ofertas? Se curamos feridas e dores em vez de sermos curados? Se nos concentramos na falta dos outros porque nos falta a nós e porque isso trás a verdadeira dimensão da tragédia dos outros sob nossa integral atenção? É que, desse jeito, abençoamos todos quantos deixamos para trás – também. É deles que Jesus irá cuidar por nós, até mesmo sem nossas orações. Bastará, para isso, seguirmos em frente sem olharmos para trás para verificar se Jesus cumpre Sua palavra lá de onde saímos e onde somos acusados de os abandonar e desrespeitar. Amem.

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José Mateus
zemateus@msn.com