Fé é:
  • Afirmar que Deus não está connosco quando não está de facto (mesmo contra as evidências);

  • Poder afirmar que Deus está connosco quando está, mesmo contra as evidências;

  • Assumir Deus apenas tal qual Ele é e nunca conforme desejaríamos que Ele fosse - especialmente para nós.

  • Rejeitar "Deus" quando nos é apresentado conforme Ele não pode ser;

  • Poder aceitar castigo ou maldição como bênção, vindas estas de Deus;

  • Saber rejeitar qualquer "bênção" se nunca nos foi enviada por Deus;

  • Estar apto a achar graça e não apenas a falar dela;

  • Ser capaz de ainda ler a Bíblia em tempos de necessidade material, de saúde ou de outra coisa que achamos que nos falta;

  • Saber fechar a Bíblia quando temos de sair para obedecer;

  • Saber abrir a Bíblia na hora certa da disciplina e da necessidade;

  • Crescer no fazer e saber como o fazer na exacta medida que crescemos no conhecimento;

  • Certificamo-nos das coisas, sem qualquer medo, sabendo que tanto as verdades como nós não tememos ser questionados; quem mente é que tem medo da verdade e de ser questionado sobre ela;

  • Fé é estarmos seguros das coisas quando é Deus que nos elucida sobre elas;

  • Fé é permanecermos inseguros ou relutantes quando Deus não nos esclareceu sobre algo, ou quando não é Ele quem fala. Duvidar quando não é Deus, é fé. Ficarmos seguros quando não é Deus será fé falsa.

  • Fé também é não perdermos um milésimo de segundo tentando arranjar argumentos para se poder responder a qualquer questão ou mesmo acusação vinda de Satanás (poder deixá-lo a falar sozinho, não necessitamos da sua opinião para nos apercebermos de nossos erros ou mesmo de nossas virtudes);

  • Poder ser livre de pensar diante de Deus, mesmo em erro, sabendo que Deus tem sempre como corrigir uma mente e um coração moldáveis e audazes;

  • Obter um coração tal que apenas Deus possa moldar, mesmo tendo de usar homens, também, para o fazer; ninguém consegue fazer a cabeça dos que apenas se firmam em Deus: só os que lhes são enviados de Deus conseguirão.

  • Saber ouvir homens mandados por Deus e saber como não ouvir quando não são, instintivamente (sentir-se mal ou bem conforme quem mandou tal pessoa);

  • Debater-se interiormente quando tais pessoas não são mandadas por Deus e dizem-nos coisas muito sábias que fazem sentido, mas, que não são oportunas ainda ou já deixaram de ser relevantes; sentirmo-nos mal nessas alturas é prova de fé pura que está sob ameaça.

  • Conseguir ser natural quando é Deus quem fala, pois Ele é real e não pode ser de outro jeito;

  • Conseguir assumir qualquer promessa vinda de Deus como uma maldição caso o pecado seja nosso parente ainda; isso é fé verdadeira, pois conseguimos crer na verdade contra nossos próprios desejos.

  • Conseguir ter a clareza de assumir profecias (dos nossos tempos e para nós) como sendo impossíveis de se cumprirem caso o pecado seja nosso amigo ainda; achar que algo não se irá cumprir nessas circunstâncias é fé.

  • Assumir que ser-se forte é tão só ser-se natural e que a perfeição é a simplicidade e não a complicação; ser obediente de forma instintiva e não de forma teimosa, é fé; ser teimoso não é da fé e ser persistente na verdade é coisa que deve ser natural e integralmente viável; teimosia é o oposto de perseverança;

  • Assumir que as promessas de Deus têm de ser tão reais quanto Ele próprio; se Ele não for real, também as promessas serão irreais, na mesma medida;

  • Poder colocar a doutrina de lado tal qual Pedro fez com a doutrina de servir às mesas porque tinha alvos maiores para cumprir;

  • Assumir pecado como pecado, apenas, sem desculpas ou justificações;

  • Assumir apenas aquele tipo de santidade que vem de Deus de facto;

  • Podermos fazer naturalmente mais e melhor (e não pior) que Fariseus e Pastores – excedê-los facilmente se estes viverem mal com Deus e nem nos sentirmos mal com isso;

  • Poder assumir qualquer pecado como um verdadeiro tropeço e nunca apenas como um mero impedimento casual devido à facilidade em vencermos que obtivemos de Deus;

  • Assumir que a santidade faz sempre parte do cumprimento de tudo quanto Deus possa haver prometido;

  • Ser-se leal quase sem se saber (inconscientemente, porque é nossa natureza nova expressando-se);

  • Permanecer leal mesmo quando a deslealdade nos perturba, não mudando nosso curso apenas porque fomos perturbados;

  • Assumir qualquer ideia sobre Deus quando, apenas e sempre que O podemos ter de forma real;

  • Poder aceitar que a realidade em Deus é a única forma de vida existente na fé verdadeira (e que não existe outra fé a não ser a verdadeira e a real e evidente); nós não vemos para crer, mas cremos porque veremos.

  • Ter como e porque rejeitar qualquer tipo de santidade que não seja natural e que seja aparente e forçada, sabendo que caso a santidade seja ainda uma conquista do esforço, ela não é vida - ainda. Existem muitos que proíbem as senhoras de cortarem seus cabelos porque precisam de leis para se ocuparem devido ao facto de não conseguirem impedir pensamentos impuros e inertes neles próprios. As nossas atitudes não precisam de esforço - só o nosso trabalho.

  • Poder vencer o mundo da mesma forma que respiramos – de forma natural e inconsciente. Sabemos que uma pessoa enferma tem mais dificuldade em respirar – assim, também, a fé real reage muito mal ao pecado, seja este pequeno ou grande; quem se esforça para crer ou está doente, ou em lugar contaminado.

  • Fé é poder assumir outro caminho se este nos vier de Deus, completando ou mesmo anulando um outro que nos pôde levar até ali; nós vamos de glória em glória e de degrau em degrau: para subirmos para o degrau seguinte precisamos deixar o anterior para trás. Foi por olhar para trás e vacilar que a esposa de Ló ficou estática e parada para sempre.

  • Preferir perder sem achar que se perde caso Deus não esteja de acordo com nossos anseios, planos e acordos;

  • Saber rejeitar uma qualquer escapatória sem ter de se explicar, sequer, seja de que forma for, caso esta não nos venha de Deus e nos venha tentar aliviar a pressão que Deus coloca sobre nós;

  • Obter uma necessidade quase inconsciente e persistente para ter paz com Deus acima de tudo, de qualquer coisa e de todos;

  • Fé é confessar pecados, um a um a quem de direito sem questionar porquê (confessar a homem ou a Deus, restituindo nem que seja apenas a honra)

  • Fé é poder acrescentar a esta lista ainda, ter como ser preciso naquilo que nela se acrescenta, buscando Deus para isso! Ámen.

Voltar para Index de Mensagens

José Mateus
zemateus@msn.com