ACENDER O FOGO DO ALTAR
"Oxalá que entre vós houvesse até um que fechasse as portas para que não acendesse debalde o fogo do meu altar. Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos exércitos, nem aceitarei oferta da vossa mão. Mas desde o nascente do sol até o poente é grande entre as nações o meu nome; e em todo lugar se oferece ao meu nome incenso, e uma oblação pura; porque o meu nome é grande entre as nações, diz o Senhor dos exércitos", Mal 1:10-11
"… E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho”. “Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos", João 14:13; 15:7-8
  1. Havia um indígena que nunca tinha comido qualquer alimento cozinhado. Aliás, nem sabia o que era fogo. Veio o homem branco e disse-lhe que tinha de usar lenha para cozinhar a comida usando um recipiente em cima da lenha para não derramar a comida. O indígena arranjou lenha, ordenou-a e colocou a sua comida em cima da lenha sem fogo. Ele “cozinhava” a sua comida e comia. Achava-a gostosa. E dava graças pela nova maneira de confeccionar a comida. Contudo, sabemos que nada mudou quanto ao alimento que ingeria. Moral da história: muitos crentes são assim. Eles comem a mesma comida de sempre e só mudaram a sua crença religiosa. O mundo ainda os alimenta de outro/mesmo jeito.

  2. Depois, o homem branco descobriu que o indígena não usava o fogo para “cozinhar” e ensinou-o a fazer fogo. Ele ficou muito feliz porque conseguia fazer fogo. Então começou a andar entre o seu povo a fazer demonstrações de como se fazia fogo. O alvo dele era fazer fogo e dava-lhe muito gozo e alegria saber fazer fogo e poder ensinar os outros a fazer fogo. Muitos crentes são assim: só fazem fogo e não o usam para o que devem. “Oxalá que entre vós houvesse até um que fechasse as portas para que não acendesse em vão o fogo do meu altar”.

  3. O homem branco veio uma vez mais corrigir o indígena e explicou que o fogo era para cozinhar comida e não era motivo de glória própria. Ele começou a cozinhar muito contrariado, pois perdia seu tempo cozinhando quando poderia estar a ser alvo dos aplausos dos demais. E ele pensou que nem precisaria de cozinhar, pois era bem alimentado do jeito dele. Para ele, o importante era fazer fogo e não fazer uso do fogo. O sinal já era bom demais para ele, pois nunca havia pensado que tal coisa fosse possível.

  4. Resolveu cozinhar a comida e comer dela. A cozedura alterou o sabor do alimento e o indígena não gostou que sua comida tivesse sido alterada. “E ninguém, tendo bebido o velho, quer o novo; porque diz: O velho é bom”, Luc.5:37. Ninguém gosta de orar da maneira certa quando sabe orar da maneira errada. A maneira errada é: orações longas e sem respostas, sem coração, sem objectivo de alcançar a resposta. Uma oração de 2 palavras com resposta não parece bem a quem está habituado a dar sermões aos outros orando.

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José Mateus
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