CONFIAR E DESCONFIAR
"Assim diz o Senhor: Maldito o varão que confia (…) e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!", Jer.17:5
  1. Nem tudo aquilo que parece, é. Existe fé que parece ser incredulidade e existe incredulidade que parece ser fé. Deus avisa claramente para não usarmos Seu nome em vão. É possível usá-Lo em vão, isto é, falar em Deus sem resultados daqueles que se apreciam e se aplaudem no céu. Nós não devemos buscar apenas resultados e sim resultados desses.

  2. Todo aquele que se torna incapaz de confiar no seu próprio entendimento das coisas será sempre a pessoa mais convicta quando recebe e vê o entendimento de Deus sobre essas mesmas coisas. O inverso disto também é verdade: quem confia facilmente no seu próprio entendimento sobre coisas importantes, desconfiará do entendimento de Deus caso lhe seja dado a ver como Deus tenciona resolvê-las. Você quer ter fé em si próprio ou em Deus? Não é possível ter as duas coisas. O mesmo se pode dizer dos que se sentem fortes e fracos, capazes e incapazes. Todos os que, pela carne, são incapazes, serão vasos de puro poder e força nas mãos de Jesus. "Diga o fraco, 'Eu sou forte'". E os que, pela carne, são capazes, serão as pessoas mais fracas e mais arrogantes na face da terra.

  3. Por que razão os espiões são considerados os inimigos mais perigosos para um país? É porque eles passam por amigos e fiéis. Na luta contra a fé acontece o mesmo: existe uma fé falsa que passa por fé a mando da carne. O mesmo se passa em relação ao amor, esperança, auto-domínio, etc. Quem se convence dificilmente será convencido.

  4. Eu devo crer numa verdade – não naquilo que penso ser a verdade. E a verdade não depende daquilo que sinto e sim daquilo que Deus diz. Muitos dizem que Deus diz ou disse quando Ele nem abriu a boca. Se não houve palavra real da parte d’Ele, a carne crerá facilmente, pois crer em uma mentira é o mesmo que descrer da verdade. Não existem descrentes – só existem os que não crêem na verdade para crerem em alguma mentira. Quem não crê na mentira, é crente da verdade e vice-versa.

  5. A fé viva (a que não é fingida) exige que busquemos a verdade e sua consequente realidade em Deus. A fé não exige apenas que creiamos, mas, que nos convençamos pela verdade de forma honesta e sincera. Alguém que olhe a verdade e não creia nela, não é pessoa sincera. Paulo falava em estar plenamente "persuadido" ou "convencido". Não nos admira, pois, que a sua fé tivesse sido grande e tão operante. "Aqueles que mudam o mundo chegaram aqui…", Act.17:6.

  6. Onde a fé verdadeira e real naufraga, a outra nasce das cinzas; onde a fé falsa morre, a verdadeira nasce. Ora vejamos. Paulo falou em alguém que continuava pregando a Jesus pelos cantos do mundo e que já havia naufragado na fé, 1 Tim.1:19,20. Em outro lugar, Paulo fala de Demas, que estava a pregar por conta própria sem reconhecer que já havia abandonado Deus.

  7. A fé é e será sempre um filho de uma comunhão entre dois seres: um coração limpo e Jesus. Um bebé é fruto de uma comunhão entre seu pai e sua mãe. Mas, sabemos que existem mães solteiras ou mesmo filhos da comunhão de pecado.

  8. A verdadeira fé tem pai santo e mãe santa, isto é, Espírito Santo e coração limpo. Por essa razão é que Paulo afirma que a verdadeira fé naufraga através de uma consciência que nunca foi devidamente e inteiramente limpa. É preciso limpar tudo que a manchou, desde o dia de nosso nascimento até ao presente momento.

  9. Por que razão naufraga a fé? Porque não existe uma comunhão verdadeira entre os parceiros que criam esse filho. E para haver essa comunhão verdadeira, nada pode separar-nos de Deus, isto é, nenhum pecado por limpar. "Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para que não possa ouvir; mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o seu rosto de vós, de modo que não vos ouça", Is.59:1-2. Amem.

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José Mateus
zemateus@msn.com