O QUE É BLASFEMAR DO SENHOR?
"Mas, a pessoa que fizer alguma coisa com receio (…) blasfema ao Senhor (…) despreza a palavra do Senhor e quebra o seu mandamento; essa alma certamente será extirpada e sobre ela recairá a sua iniquidade", Núm.15:30-31
  1. Existem muitas formas de expressão. E, através de cada forma de expressão, pode ser expressa glória e louvor, quanto a blasfémia e a infâmia. Blasfemar do Senhor é expressar a coisa errada sobre Ele – não é necessariamente dizer coisas erradas sobre Ele. A falta de fé quando Deus fala é uma forma de blasfémia. Você está vendo Deus fazendo alguma coisa em sua vida e está com medo do que os homens possam dizer ou fazer? “Deixai-vos pois do homem cujo fôlego está no seu nariz; em que deve ele estimado (temido)?”, Is.2:22.

  2. Quando um crente pula, dança, faz coisas inconcebíveis em nome de Deus, provocando uma fé que não existe ao invés de crer de forma simples e pronta porque foi Deus quem falou, suas actuações são formas de blasfémia, pois, as pessoas de fora dizem: não quero este Deus barulhento. O oposto da blasfémia é expressar a verdade sobre Jesus, sua paz, sua calma, sua segurança, sua vida, etc. E, para expressarmos a verdade, precisamos conhecê-Lo tal qual Ele é. Você conhece-O assim?

  3. No nosso texto lemos sobre uma forma de blasfémia: Deus é fiel, a pessoa despreza a Sua palavra e isso significa que tem ideias próprias e logo esquece tudo quanto Deus disse. Quem despreza a palavra de Deus ocupar-se-á como uma outra palavra ou encorajamento que não a de Deus. Provavelmente, ninguém, nesta fase, será extirpado do meio do povo de Deus por tal coisa, mas, certamente que as consequências desse tipo de pecado serão igualmente prejudiciais. Pedro não afundou quando, depois de ter coragem de entrar na tempestade, temeu?

  4. “Mas, quanto aos medrosos e aos incrédulos (…) a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre”, Apoc.21:8. Muitos olham para este versículo como se o inferno fosse o castigo directo para a incredulidade. Mas, pode não ser. A incredulidade e o medo anulam precisamente aquilo que pode salvar a pessoa do pecado. “Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”, 1 João 5:4. Logo, a pessoa morre em seus próprios pecados por não crer, isto é, por não ter a única arma que resulta contra qualquer tipo de pecado. “Se não crerdes (…) morrereis em vossos próprios pecados”, João 8:24. Essa é uma das razões por que terminará no lago de fogo, pois não vence o mundo dentro de si próprio.

  5. Existe o lado errado de agir sem temor: quando Deus não disse nada. Exemplo: os Israelitas foram coagidos pela carne ao serem castigados por Deus por não haverem crido n’Ele, quererem matar Moisés para voltarem para o Egipto porque lhes foi relatado que havia muitos guerreiros poderosos e grandes ocupando a terra prometida, Números 14. (Isto é o que muitos fazem quando olham para os gigantes que ocupam seus corações). Mas, esses Israelitas, depois de haverem sido castigados, quiseram provar que criam em Deus e meteram-se em aventuras indo para a guerra por autoria própria, sem Deus. Saíram derrotados. A falta de temor deles, isto é, a sua ousadia, era orgulho e não fé ou obediência a uma Palavra de Deus. Fé é obediência a Deus. No caso deles, era obediência à sua própria palavra, à sua própria ideia. Isto prova que, quem não é ousado em Deus, será capaz de ser ousado pela carne. Você só tem coragem para fazer o que não deve? Expressar obediência à carne seria, então, outra forma de blasfémia. “No estardes quietos, estaria a vossa salvação… mas não quisestes…” Amem.

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José Mateus
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